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São paulo Fashion Week
5º Dia
CAVALERA
Com o tema "São Paulo é minha praia" a Cavalera resgata seu DNA de marca de streetwear urbano, multifacetado e contemporâneo, ocupando o espaço do Minhocão no domingo de manhã, para mostrar sua coleção de verão.A homenagem à cidade e à juventude também amarram a história da marca e enfatizam a realidade da rua, trazendo seus tipos diversificados: o skatista, a garota hype biker, a guitarrista, que está voltando pra casa de manhã, o surfista paulistano, procurando pelas ondas, que não vai encontrar, a mãe tatuada que leva o bebê pra passear , o desocupado ou a gata patrícia, que já vem montada com seu bolsão. Até os caipiras são representados, com suas peças xadrezinhas em vermelho e branco.
NEON
Conhecida por suas peças coloridas, com forte estamparia, a Neon focou os looks de cartelas quase únicas, que não se remetiam ao longo de seu desfile externo apresentado na marquise da Bienal. As estampas, é claro, apareceram com destaque em quatro padronagens: espreguiçadeiras (de Fernando Vilela), helicópteros (de Andres Sandoval), Cristaleiras (de Circe Bernardes) e Leques (de Fábio Gurjão). Mas a coleção também deu bom espaço para as peças lisas, especialmente em tons flúo, e com recortes geométricos coloridos. A silhueta foi apresentada predominantemente ampla, com túnicas esvoaçantes, macacões fluidos e saias soltas, em contraponto as calças e shorts mais secos, de cintura alta, como no look inicial de Camila Finn. Em alguns casos, os volumes se tornavam ainda maiores com o uso de plissados, como na peça desfilada por Samira Carvalho.
RONALDO FRAGA
Ronaldo Fraga não é simples, apesar de amar a simplicidade. Não é comum, apesar de se alinhar com os tipos mais comuns. Ele também não é inocente, apesar de enaltecer a inocência. Nessa coleção, intitulada "A Disneylândia de Ronaldo Fraga", o discurso do estilista sobre o parque de diversão mais conhecido do mundo e sonho de todas as crianças não é simples, nem comum e muito menos inocente. Já ao primeiro olhar nos defrontamos com um cenário onde fragmentos de casas pobres são enfeitados com bandeirinhas pretas com vazados de caveira, do Dia dos Mortos do México. A primeira entrada anuncia que a conversa não vai ser pra boi dormir. Os cabelos carregavam dois coques enormes, que criavam a silhueta do Mickey ao mesmo tempo que citavam a artista Frida Kahlo, com suas roupas nacionalistas.
JEFFERSON KULIG
O verão de Jefferson Kulig tem o brilho das sedas e dos shantungs, os cortes, recortes e sobreposições que tomarão conta da estação, e o espírito artesanal das vestimentas dos índios americanos. Plumas, fios, nervuras e diversas formas metálicas, no meio de uma imponência de cocares e colares, deixam os looks animados. Estampas barrocas se misturam com outras texturas numa proposta meio doida de um futurismo artesanal. Complicado? Não. É que o imaginário do estilista voou livre e criou uma nova tribo. Totalmente futurista.
MARIO QUEIROZ
Inspirado na elegância dos homens de Paris e na evolução do estilo, Mário Queiroz criou uma coleção com estampas nas roupas e ternos com calça de gancho baixo e paletós estreitos. A iluminação da passarela lembrava o nascer e o por do sol. O estilo casual e despojado aos poucos foi dando lugar à elegância dos ternos e roupas mais sofisticadas. Mário aproveitou o desfile para lançar também uma coleção de underwear que fez sucesso na passarela em cores como azul, cinza, rosa e vermelho. Confira o que disseram os principais sites de moda sobre o desfile do estilista Mário Queiroz na SPFW Verão 2010.








LINO VILAVENTURA
Nada mais gostoso do que encerrar um domingo assistindo a uma história de amor. E Lino Villaventura conseguiu contá-la com tanto carinho e doçura que a platéia saiu com a certeza de que finais felizes ainda acontecem. Vestidos de princesa, como só esse estilista sabe fazer, povoaram a passarela em versões grandiosas. Compridos, abaixo do joelho, com asas, cravejados de beleza. Gaze, organza, crepe, tule, todos de seda pura, bordados com cristal e pérolas, recortados com nervuras em perfeita simetria, drapeados e cobertos com flores. Mulheres ninfas se confundiam com mulheres borboleta em looks longos, ora suspensos por mil e uma anáguas de tule, ora em shapes mais secos, como melindrosas principescas. Tudo cor de pó-de-arroz, rosa-pó, gelo, marfim... Contrastando com tanta beleza, caçadores mascarados no meio de belas criaturas da floresta, cobertas de joias. E dentre eles, quem sabe, um príncipe encantado.
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